
Conheça a irmã Rosetta Tharpe, a madrinha do rock ‘N’ Roll
Irmã Rosetta Tharpe: a madrinha que inventou o rock ‘n’ roll antes de ter nome
Ela começou tudo — muito antes de Elvis girar os quadris ou de Chuck Berry tocar uma corda.

Antes de o mundo coroar seus reis do rock ‘n’ roll, houve uma mulher que construiu o trono. Irmã Rosetta Tharpe, nascida Rosetta Nubin em Cotton Plant, Arkansas, em 1915, foi a verdadeira madrinha do gênero - a visionária que fundiu a alma do gospel com o ritmo do blues e a energia do rock antigo (NPR, 2018).
Criada em uma família cristã devota por sua mãe, Katie Bell Nubin, uma evangelista viajante e tocadora de bandolim, a jornada musical de Tharpe começou na igreja. Aos quatro anos, ela dedilhava seu primeiro violão; aos seis anos, ela estava se apresentando ao lado de sua mãe em todo o Sul, um ato conhecido por eletrizar congregações com espírito e som. Quando a dupla se mudou para Chicago na década de 1920, eles continuaram a se apresentar em avivamentos de igrejas, mas a curiosidade da jovem Rosetta a levou a experimentar - misturando blues Delta, swing e jazz de Nova Orleans na música sacra. Foi lá que seu agora famoso som começou a tomar forma (Smithsonian Magazine, 2019).
Quebrando Barreiras — E Expectativas
No início da década de 1930, Tharpe havia se tornado uma sensação nos círculos gospel. Seu trabalho confiante na guitarra e sua emotiva voz de contralto atraíram multidões que nunca tinham visto uma mulher manusear uma guitarra elétrica com tanta maestria. Como a Rolling Stone observou mais tarde, ela foi “a primeira heroína da guitarra do rock & roll”, influenciando gerações de artistas que viriam a seguir (Rolling Stone, 2018).
Em 1938, com apenas 23 anos, Tharpe juntou-se ao Cotton Club Revue de Nova Iorque, onde a sua fusão de temas sagrados e seculares chocou alguns fiéis, mas cativou o público em geral. Nesse mesmo ano, ela gravou vários singles inovadores — “Rock Me”, “That’s All”, “My Man and I” e “Lonesome Road” — com a Decca Records. Essas gravações são agora reconhecidas como os primeiros projetos do rock ‘n’ roll, combinando fervor religioso com impulso rítmico (BBC Music, 2020).
Suas performances foram assumidamente ousadas – dedilhando seu violão com a confiança e o estilo que mais tarde inspirariam artistas como Elvis Presley, Little Richard e Johnny Cash (The Guardian, 2019).
Uma mulher negra à frente de seu tempo
O sucesso de Tharpe, no entanto, ocorreu em meio às duras realidades do racismo e do sexismo na América de meados do século XX. Em turnê com bandas integradas como a Lucky Millinder Orchestra e os Jordanaires, muitas vezes lhe foi negado alojamento e refeições por causa das leis de segregação. No entanto, como observou o The New York Times, Tharpe “transformou essas barreiras em palcos”, apresentando-se onde quer que pudesse – mesmo em ônibus ou em pequenos salões lotados de fãs apaixonados (NYT, 2018).
Suas performances na década de 1940 foram revolucionárias. Ela subiu ao palco com vestidos de lantejoulas e uma guitarra elétrica Gibson – uma imagem que desafiava os estereótipos raciais e de gênero. Seu hit de 1944, “Strange Things Happening Every Day”, foi um marco: tornou-se a primeira música gospel a alcançar o Top 10 de R&B, amplamente considerado como um dos primeiros verdadeiros discos de rock ‘n’ roll (Billboard Archives, 1945).
Amor, legado e reinvenção
Aos 30 anos, Tharpe era uma estrela global — e independente. Ela passou por dois casamentos e começou a viver mais abertamente sobre sua bissexualidade nos círculos artísticos. No final da década de 1940, ela conheceu a cantora gospel Marie Knight, que se tornou sua parceira musical e suposta companheira romântica. Seus duetos, incluindo o clássico “Up Above My Head”, tornaram-se clássicos do gospel e apresentaram uma química eletrizante que o público adorava. Juntas, elas fizeram extensas turnês e administraram seus próprios negócios – um feito inovador para duas mulheres negras do entretenimento da época (PBS, American Masters, 2023).
Embora Tharpe e Knight eventualmente tenham se separado, Tharpe continuou quebrando recordes. Em 1951, ela ganhou as manchetes quando casou-se com seu empresário, Russell Morrison, em uma cerimônia pública no Griffith Stadium, em Washington, D.C. Mais de 20.000 fãs compraram ingressos para testemunhar o evento, que também serviu como um show, posteriormente lançado como um álbum ao vivo (NPR, 2018).
De pioneiro esquecido a reconhecimento legítimo
À medida que a cena do rock mudou na década de 1950 – dominada cada vez mais por artistas brancos do sexo masculino – a influência de Tharpe foi discretamente reescrita a partir das narrativas convencionais. Mas ela não parou de brincar. Em digressão pela Europa em 1957, cativou novos públicos, tornando-se o seu concerto de 1964 numa estação ferroviária de Manchester (capturado pela Granada Television) uma das suas actuações mais icónicas. A BBC Music mais tarde chamou isso de “o momento em que o rock britânico aprendeu sua primeira verdadeira lição de guitarra” (BBC, 2020).
Suas últimas gravações conhecidas foram feitas em Copenhague, em 1970. Três anos depois, em 1973, a Irmã Rosetta Tharpe faleceu na Filadélfia, aos 58 anos, após sofrer um derrame.
Durante décadas, suas contribuições passaram despercebidas, mesmo quando seus descendentes musicais —Chuck Berry, Elvis Presley, Aretha Franklin, Tina Turner e Johnny Cash— alcançaram a fama. Mas seu legado era poderoso demais para permanecer enterrado. Em 2018, mais de 40 anos após sua morte, ela foi introduzida no Rock & Roll Hall of Fame como uma das primeiras influências, finalmente consolidando seu lugar de direito na história (Rock & Roll Hall of Fame, 2018).
Por causa da irmã Rosetta, podemos
Hoje, a Irmã Rosetta Tharpe é celebrada como a verdadeira pioneira do rock ‘n’ roll, uma visionária que uniu o sagrado e o secular e mudou para sempre o som da música moderna. Como The Guardian resumiu lindamente: "Sem a Irmã Rosetta, não haveria rock 'n' roll. Ela transformou a guitarra elétrica em uma arma de alegria" (The Guardian, 2019).
Sua história é um lembrete de que a história muitas vezes esquece suas mães enquanto glorifica seus filhos. Mas não desta vez.
Por causa da irmã Rosetta Tharpe — podemos cantar, podemos gritar, podemos agitar.
Conheça a irmã Rosetta Tharpe — a madrinha do Rock ‘n’ Roll.
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